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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Felizes Coincidências

 

Hoje o post trata de uma história de felizes “coincidências”, se é que de facto as coincidências existem. Eu e o Nelson tomámos contacto por intermédio de um blog dedicado ao Candomblé que eu criei em Fevereiro do ano passado. Este blog actual é portanto uma 2ª edição sobre a mesma matéria, mas agora escrito a 4 mãos e por consequência, penso que temos agora a possibilidade de fazer um melhor trabalho, pois como equipa, funcionamos realmente bem. Vejamos então como tudo começou:
Podemos duvidar de muitas coisas na vida, podemos, mas não devemos.
Manuela – Criei este blog, e pensei que seria só mais um blog sobre Candomblé.
Nelson – Comecei a ler este blog, era só mais um leitor.
Manuela – Fui publicando textos e matérias e dando resposta, dentro do possível, a um número cada vez maior de leitores que deixavam as suas questões.
Nelson – Comecei então a dar opiniões e respostas, era mais uma a falar.
Manuela – Comecei a incentivar os comentários e as opiniões do Nelson, que desde cedo percebi ser conhecedor e interessado nas matérias que iam sendo publicadas. Decidi entretanto parar, por motivos pessoais, o primeiro blog, pouco depois de ter atingido 1 Milhão de leitores. Poucos meses depois, começaria com este novo blog, mas desta vez, solicitando desde início não só os comentários, mas a colaboração plena do Nelson na feitura deste blog.
Nelson – Comecei a colaborar, era então responsável pelas minhas palavras e opiniões.
Hoje sou um colaborador e orgulhosamente me sinto parte disso que estamos criando juntos. Todos nós.
Manuela - Com textos de nossa própria autoria, ou recorrendo a fontes devidamente identificadas, vamos seleccionando matérias para publicação, e hoje este blog já está novamente no caminho de um enorme sucesso, dado o já elevado número de leitores que tem diáriamente.
Mas terá sido apenas coincidência? Vamos ver.
“O que me motivou a escrever este texto foi a grata descoberta de uma coincidência de datas entre eu e Manuela, que então, teoricamente, deveria apontar para ambos sermos de um mesmo Orixá, o que se provou não ser verdade. A Manuela é de Nanã e eu sou de Ogum, somos então opostos? Se pensarmos no que as lendas contam seríamos opostos sem dúvida. Mas os Orixás nos permitem pensar e escolher os próprios caminhos. Escolhas e responsabilidades nossas. Isso se dá em muitos outros casos, não é por que alguém é Yemonjá que terá necessariamente que ter todas as características físicas e psicológicas descritas por um texto, há que se guardar o bom senso. Além do mais as combinações de 2º e 3º Orixá é que vão dar o tempero final.” – Nelson
“É bem verdade o que o Nelson diz acima, e aqui cabe-me juntar mais uma curiosidade a este suposto antagonismo que se diz existir entre os nossos Orixás. É que eu sou de facto de Nanã, mas meu Pai Pequeno é Ogum, e isto, já durante a minha feitura, obrigou a um compromisso entre os dois Orixás no que tocou à realização de alguns dos sacrifícios durante a minha feitura. Ogum esteve presente na minha festa, sim. Assim, para mim, esse antagonismo de que se fala e que está presente nas lendas, nunca se aplicou, e nunca me passou sequer pela cabeça algum tipo de incompatibilidade com o Nelson por ele ser filho de Ogum e eu de Nanã. E ainda que não fosse assim, jamais entenderia os Orixás como guerreiros entre si, pois todos eles trabalham em prol do bem maior e do equilíbrio.” – Manuela
Vejamos então este itam:
Nanã proíbe instrumentos de metal no seu culto
A rivalidade entre Nanã Burucu e Ogum data de tempos remotos, Ogum, o ferreiro guerreiro, era o proprietário de todos os metais, eram de Ogum os instrumentos de ferro e aço, por isso era tão considerado entre os orixás, pois dele todas as outras divindades dependiam. Sem a licença de Ogum não havia sacrifícios; sem sacrifício não havia orixá, Ogum é o Oluobé, o Senhor da Faca, todos os orixás o reverenciavam, mesmo antes de comer pediam licença a ele pelo uso da faca, o obé com que se abatiam os animais e se preparava a comida sacrificial. Contrariada com essa precedência dada a Ogum, Nanã disse que não precisava de Ogum para nada, pois se julgava mais importante do que ele. “Quero ver como vais comer, sem faca para matar os animais”, disse Ogum. Ela aceitou o desafio e nunca mais usou a faca, foi sua decisão que, no futuro, nenhum de seus seguidores se utilizaria de objectos de metal, e que sacrifícios feitos a ela fossem feitos sem a faca, sem precisar da licença de Ogum.

Notas bibliográficas
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001

Nanã é Orixá ligada à criação dos próprios Orixás, a mais antiga Iabá. Era dela o domínio dos materiais com os quais se fabricavam as ferramentas de agricultura e todas as demais tecnologias que envolviam o trabalho. Em um dado momento surgiu Ogum, que criou o ferro e a partir deste momento revolucionou a forma de arar e de guerrear, e a evolução foi rápida e inevitável, tornando-se Ogum o Orixá requisitado a ensinar o trabalho e a guerra. Essa divisão provocou um afastamento entre os dois Orixás, tanto assim que até hoje Nanã não aceita a lamina de ferro em seus sacrifícios e muitos dizem que numa feitura de Nanã, Ogum não comparece a festa.
Pois bem, vejamos nosso blog, ele está crescendo e sendo a cada dia mais visitado, temos procurado trazer informação de todo tipo e que possa ajudar a todos, e somos filhos de Nanã e Ogum, mas como me disse Manuela uma vez: estamos trabalhando juntos e por um objectivo comum.
A regra foi quebrada, não somente por nós, ou por Eles, mas por um bem/valor maior, trabalhar em prol de uma comunidade.
Depois desta longa introdução, as minhas considerações. Temos visto que muitas pessoas ainda confundem comportamento do Orixá com o seu próprio comportamento e por algum motivo tentam se justificar dizendo que “sou assim porque o meu Orixá é assim”, não gosto de fulano por que “nossos santos não se cruzam”.
Gente eu e a Manuela fazemos aniversário no mesmo dia, mês e ano, (descobrimos a pouco tempo e não perguntem a idade :D ) deveríamos ser então idênticos, ter o mesmo Orixá? Não, claro que não. E, além disso, somos de Orixás tão distintos e isto não nos impede de trabalharmos juntos, de nos respeitarmos e de sermos irmãos apesar da distancia. Acho que este encontro não foi coincidência, acho que são os Orixás trabalhando e mostrando que podemos interagir, e colaborar independente de nossas “diferenças”, ajudar ao outro, e desta forma fazer a verdadeira diferença.
Não somos exemplos, não é esse o objetivo do texto, mas sim mostrar que não devemos entregar tudo nas mãos dos Orixás e descansarmos a sombra de um árvore, temos que ir em busca dos nossos objetivos, temos que crer que podemos fazer mais do que simplesmente desejar e aguardar que tudo nos seja dado de presente sem esforço algum de nossa parte. Devemos confiar e sermos confiantes.
É desta comunhão de ideias e princípios que surgiu este blog, e acima de tudo, como disse o Nelson, pela nossa vontade e pelo nosso querer. A vontade de divulgar a nossa religião, desmistificando, procurando também apagar ideias e conceitos errados que existem sobre ela e procurando ajudar e esclarecer aqueles que nos procuram aqui, dentro dos nossos limites e possibilidades. Hoje é com um enorme prazer que trabalho aqui, lado a lado com o Nelson e que vejo também alguns outros amigos – também a eles os conheci aqui – que voltam a visitar este blog e nos incentivam a continuar com o nosso trabalho e nos dizem que este trabalho os inspira também a continuar e a desenvolver os seus próprios trabalhos de divulgação da nossa querida religião, o Candomblé.
Este blog não é só nosso, como disse o Nelson, este é um trabalho de todos nós, porque sem o interesse e a colaboração dos leitores, sem interacção entre nós e todos vós, este trabalho não teria sentido e não seria tão gratificante como está de facto a ser. Por tudo isto, agradecemos a cada um de vós que nos visita aqui e claro, a todos os Orixás que nos trazem a força e a inspiração para continuar.
Axé!

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