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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ILUMINAÇÃO

Hão de me chamar de louco, rir de mim se souberem. Pedirão mais relatos para desacreditarem mais. Me ilumina o que sei, por saber solitário e direto. Crerão os que puderem aquilo que pude.
Pude transcender as limitações do físico, melhor compreender o Amor e com ele me integrar; sentir que a vida que anima toda a natureza é a mesma que anima o meu ser e pulsa dentro de mim.
Pude penetrar na mais rochosa das montanhas, tomar banhos de Luz em suas cascatas interiores, e ser inundado de felicidade e bem-aventurança no seio de tão densa manifestação divina.
Pude abraçar o mar e estar no céu, deixando que um puro azul me envolvesse; ser uma estrela ou um astro qualquer, no céu noturno, e, ao mesmo tempo, ser o próprio céu.
Pude sentir o "perdoai-os, eles não sabem o que fazem", agonizar no "Pai, por que me abandonaste?", tudo para encontrar Deus onde Ele sempre esteve, e onde nunca entendi que pudesse estar.
Pude, assim, ser dividido em Luz e trevas, deixando de caminhar na penumbra comum, e ter a clara consciência do bem que aos outros me faço e do mal que aos outros me fiz.
Pude dançar com elementais e duendes, penetrar nas suas emoções e contentamentos, sentindo o viver, que é apenas viver, não em função de alguma coisa ou alguém.
Pude soltar, de dentro de mim, um Amor que envolveu todos os seres; e sentir o Poder imenso da imortalidade, que torna o limitado ilimitado
Pude receber, no inesperado juízo final, amparado somente pelo Amor que semeei, a sentença, nem sei se justa, que me devolveu ao físico e que me pôs acima do bem e do mal.
Pude ser acometido por pecados mas não posso mais cometê-los; e pairar sobre os pólos positivo e negativo, interiores, usando-os para acender minha própria Luz.
Pude segurar, não na mão que me indicou "vem por aqui", mas na mão que me falou "vou contigo!", e, com esta, caminhar com firmeza, sem medo, e sem objetivo outro que não o próprio caminhar.
Pude descobrir, amparado por esta mão segura, a essência de todas as coisas; levantar os véus do conhecimento e, sem espanto, entender o Todo, que tudo é.
Pude vê-Lo e perceber seu sorriso indescritível, deixar meus olhos pousarem no Seu olhar, amigo e cálido, que me envolveu, compreendeu, e me viu como realmente sou, com o estardalhaço silencioso de uma cumplicidade única.
Pude sentir uma música, respirar estrelas, dissolver-me em pontos de luz multicoloridos, freqüentar palácios e templos de outros tempos, para neles louvar a gratuidade e os imprevistos da vida.
Pude ser a voz do monge cantor e o ouvir dos discípulos, a magia do Mago, o saber do Sábio, o aprendizado do Mestre, o louvor do devoto, e, ao mesmo tempo, todos eles.
Pude ver a dança de Shiva, pude escolher entre o trono e o caminho, e, nesta escolha, caminhar sem armas, embalado por esta outra forma de ser.
Pude livrar-me do peso das lembranças do passado, ocupar-me somente com as lembranças do futuro, com o meu aqui e hoje, que as serão amanhã, e assim viver num eterno agora.
Pude acolher a todos, como só a Natureza faz; guiar mansamente os passos dos que de mim se aproximaram; ser modelo, sem escolha, de compreensão e tolerância, e ter a ventura de ser o portador da paz, na alegria do anonimato.
E pude ser louco para achar que tudo isso pude, que posso mais que tudo que pude, que poderei mais que tudo que posso, e para achar que estou, finalmente, são.
Carlos C Paes

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