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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sou Filho de Orixá (Parte 1)


Durante muito tempo relutei em escrever por que sempre achei que não tinha conhecimento ou informação suficiente para repassar aos iniciados de nossa religião. Mas também aprendi que ser um Ebami é mais que completar o ciclo de iniciação com uma cerimónia de sete anos, é primordialmente cuidar para que os novatos sejam bem tratados e educados dentro dos princípios básicos da boa convivência e hierarquia religiosa de cada Casa de Axé.
Mas, devido aos acontecimentos e fatos presenciados ao longo do tempo, minha percepção de certo e errado mudou e agora, acho que por menor que seja minha contribuição, ela pode de alguma forma ajudar aos que necessitam de orientação. Ou, ainda, auxiliá-los a descobrir seu caminho. Alguns podem achar presunção, outros podem achar que de fato não tenho nada de novo para dizer, e é fato, não vou aqui reinventar a roda, não vou copiar e colar texto de ninguém, mas vou fazer o que me compete como irmão mais velho.
Vou começar por uma questão que para muitos é vista como uma brincadeira no interior das Casas de Santo, mas que tem causado tantos transtornos e desvios de conduta dos iniciados, além de contribuir também para um aprendizado inadequado, com consequente má formação dos futuros Zeladores de nossa Religião. Perpetuando assim a ignorância. Falo dos ditos “tabus” e “mistérios”. Que na maioria das vezes foram e são “criados” pela comunidade, sem fundamento religioso algum.
Não entendo o porquê da criação de tantos “mitos, preceitos e preconceitos” a cerca de nossa Religião, e muito menos consigo entender que essas criações e alucinações de Zeladores pouco confiáveis sejam impostas aos iniciados. Não tem o menor fundamento religioso ou qualquer fundamento de “Quarto de Orixá” a maioria desses ditos “mitos e preceitos”, só servem para atemorizar e criar uma idéia, apreciada por muitos, do poder absoluto do Zelador.
É sobre a falta de conhecimento religioso, que vem há muito tempo, assolando nossas comunidades, que me proponho a falar, tanto de Zeladores quanto de iniciados; e da condição de submissão e marginalidade a que o iniciado é muitas vezes relegado.
Também da pompa, do ego e do interesse financeiro, que estão sendo postos acima de tudo em muitas casas, e que tem causado situações das mais complicadas. É sobre, e principalmente sobre isso que desejo deixar meu protesto, minha indignação.
Há pouco tempo falei à minha esposa que não quero mais participar do “Candomblé de periferia” ou do “Gueto” em contra ponto ao Ketu. Falo do Candomblé sem essência, sem fundamento, sem cultura, sem matriz, por tanto periférico. Quando me refiro ao Gueto, estou falando de uma comunidade fechada em si ou em torno do Zelador, sendo este a figura central detentora do saber e poder, que distribui ordens… Esse modelo é característico dos guetos onde se criam suas próprias regras e leis, onde o que vale é a ditadura.
Um iniciado não pode ser tratado, e nem se deixar tratar, como subalterno, como pessoa de 2ª categoria dentro ou fora de qualquer Casa, o respeito é devido ao iniciado e principalmente ao Orixá. O tratamento desrespeitoso não pode ser confundido com hierarquia religiosa.
Tenho visto e sabido de lugares onde o preceito da boa educação não é cumprido, onde o que vale é o grito, o xingamento e o tratamento desrespeitoso. Por isso resolvi escrever e ajudar no que estiver ao meu alcance e for possível.
Quando soubermos o que somos e quem somos diante do nosso Orixá e diante de Olodumare, não aceitaremos zeladores presunçosos e arrogantes, mentirosos e farsantes que por medo, covardia ou ignorância tentam intimidar ou invalidar o que cada um carrega consigo em seu Ori.
Neste texto não serão feitas revelações de segredos de roncó, muito menos serão ensinadas ou recomendadas comidas e macumbas variadas para diversos fins, até por que nunca me interessei por este assunto. Meu interesse sempre esteve voltado para o conhecimento da cultura religiosa. Portanto se o que você procura é segredo de feitura, interrompa esta leitura e vá buscar em outro lugar. Aqui você vai ler sobre coisas que no final das contas você já sabia, mas faltava alguém te empurrar goela abaixo essas palavras.
Uma pergunta básica de todo principiante. Para que serve ficar dançando e rodando num xire se não sei a finalidade disso?
Nossa religião é baseada na liberdade, na natureza e nos ancestrais divinizados ou não, sejam Orixás ou não. Nossa religião sempre nos ensinou a respeitar e agradecer aos antepassados por tudo o que fizeram e ainda fazem por nós. A harmonizar as energias da natureza e do corpo, e contemplar o belo. Além de uma noção muito clara de família e respeito aos mais velhos. Diante disso, o dançar, o cantar e o incorporar dos Orixás devem ser encarados como o momento de religação e encontro com toda essa energia acumulada por nossos ancestrais e pela natureza, que pode e deve ser redistribuída a todos os participantes, seja no momento da dança do Orixá e do canto sagrado, ou em cerimónias restritas. Por tanto se você não sabe a função destes elementos, se você não foi instruído para esse momento, como você saberá realizar sua parte neste conjunto?
De duas alternativas uma será seguida, ou você se sentirá um farsante, um maluco, ou vai procurar outros lugares ou Zeladores ou religiões que possam esclarecê-lo a respeito da sua função religiosa, te falar sobre a existência de um Deus e todos esses questionamentos próprios dos humanos.
No meu entendimento a incorporação se dá de forma intima e pessoal, cada um desenvolve sua forma de comunicação, sua maneira própria de sentir e manifestar seu Orixá. A mesma energia que para João é muito eufórica, para Antonio pode ser depressiva, isso depende de João e de Antonio, são pessoas diferentes, são sentimentos diferentes, são por tanto manifestações diferentes da mesma energia, mas em algumas coisas os dois serão iguais, nos medos, nas dificuldades e nas desconfianças que afligem os que estão iniciando. Por tanto se faz necessário o acompanhamento carinhoso e sereno, seguro, firme e cuidadoso por parte de seu Zelador ou do seu orientador, com a explicação sempre clara de cada passo dado, de cada reação do iniciado, seja do seu corpo ou do seu inconsciente. E neste contexto não cabem “mitos e tabus criados” que funcionam como barreira ao iniciado.
Texto de Tomegê d’Ogum

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