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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Homem, sua Luz e sua canção de Amor


No inferno terrestre, cai uma estrela do céu só para chorar e amar.
E chora e ama por uma vida inteira cantando, na dor própria e na alheia, uma canção divina inebriada de Amor. A dor vergasta e sua alma canta.
A silenciosa canção tem estranha magia: apaixona machos e fêmeas, amansa a fera humana, espalha sabedoria, brota lírios na lama. A fera retrai suas garras; a dor, o seu assalto; o destino, seu aperto; o homem, sua ofensa.
A magia da bondade e a harmonia do Amor encantam a todos e dilatam-se e com ele canta e ressoa toda a Criação.
("E macho e fêmea os criou.")
Naquele canto amargurado há tanta fé, tanta esperança, que transforma a dor em paixões de bem e de ascensão. É um canto humilde e puro que chega de muito longe, cheio das coisas de Deus.
E novo perfume vibra o infinito; é secreto ciciar de Amor que fala à alma; é silêncio que revela, pela via do coração, mais do que qualquer ciência, o mistério do ser; é uma carícia onde a dor repousa.
Tudo se encarniça, na Terra, contra ele, ser simples e inerme que fala de Deus, para fazê-lo calar-se. Mas a doce palavra ressurge sempre e expande-se, e triunfará, porque é Lei que o Amor atue e surja a autêntica moral sexual, reinaugurando o reino de Deus.
A dor golpeará sem piedade, mas a alma humana emergirá de suas provas, a vida iniciará um novo ciclo, pois o momento está maduro e é Lei que a besta se transforme em anjo, que da desordem surja a harmonia e o hino da vida seja cantado mais alto.
O Homem, luminoso de rosto, dominador nos gestos, sábio nas palavras, puro em desejos e pensamentos, expressão transparente de espiritualidade vivida. No olhar profundo, a potência de um rei que enfrenta o infinito; no punho fechado, o poder do vencedor da vida. No entanto, está crucificado na carne, pregado na cruz, suas vísceras dilaceradas pela águia; a seus pés, um mar de sangue.
Aquele rosto é única Luz nas trevas profundas, nos vales de sombras e de terrores, nos abismos de dores e de delitos.
Pobre e medíocre sociedade!
Lívidos fulgores de exércitos, intermináveis fileiras de cruzes, enganadora cintilação do ouro, perigosa sedução da vaidade e dos prazeres, gritos estridentes de dor que clamam por Deus.
Mas não o compreendem. Se o descobrirem, o crucificarão como antes; não suportarão a Verdade que lhes dirá; e rirão e o ridicularizarão até que sua morte os separe, amém.
("Pai, perdoai-os; eles não sabem o que fazem.")
Quanto esforço para viver Deus! Grandeza de espírito, potência de vontade e de ação, agudeza de sabedoria, esforço titânico de superar-se a si mesmo. Impossibilidade cruel de convencer o mundo e esconder-se dele.
Em cada jovem descoberto, uma clara espiritualidade latente e um potencial inimigo que poderá destruir tudo.
E o eterno dilema: quem vencerá em cada jovem? A espiritualidade, que brilhará intensa Luz? Ou a potência escura da destruição e da mediocridade? A corrida prossegue sem repouso, contra o tempo, à luz incerta de semblantes que podem ser ilusórios.
Nesta atmosfera incerta e de penumbra, o Homem luta e sangra levando sua Luz, espalhando sua silenciosa canção de Amor. Quanta dor!
É um mar sem limites, de onde emerge apenas o braço do Homem que agita um facho de Luz. No fundo triste e lamacento, patinham os piores em seus elementos, a sorrir felizes e inconscientes.
 O Homem é uma antecipação sobre a evolução que o rebanho ignaro deveria acompanhar, consciente, por Lei da vida. Mas não o fazem!
E o Homem eleva-se, angustiando-se, do leito da sua dor e da dor do mundo; com um gesto supremo e dolorido, fixa o infinito sem tremer, atravessa zonas de laceração e de paixão, enfrenta tempestades e visões nas quais sempre encontra a presença de Deus.
Mergulha no coração do mistério e rasga-lhe o véu para que a vida caminhe. E a massa inerte da grande alma coletiva, mesmo inconscientemente, experimenta súbita dilatação e o acompanha, e sobe.
 E lá se vai o Homem. Com sua Luz e sua silenciosa canção de Amor.
Esse Homem... quem há de compreendê-lo?

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